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panoramaNOTÍCIA2026-04-16 · 2 min de leitura
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Caí num golpe de Pix: como o MED tenta recuperar o dinheiro (e quando não recupera)

Resumo executivo

O Senado Verifica detalhou como funciona o Mecanismo Especial de Devolução do Pix: prazo de sete dias, bloqueio preventivo e os passos que a vítima deve seguir — além das situações em que o MED não se aplica.

Diante da escalada dos golpes de Pix, o Senado Verifica publicou em abril de 2026 um guia sobre o Mecanismo Especial de Devolução (MED), a ferramenta que dá à vítima uma chance real de reaver o dinheiro — desde que aja rápido. Entender o MED é hoje parte da higiene financeira básica de qualquer brasileiro.

O mecanismo funciona assim: ao reportar o golpe ao seu banco, ele aciona o MED e comunica a instituição que recebeu o dinheiro para bloquear preventivamente os valores. As duas instituições têm até sete dias para avaliar se a reclamação é legítima; durante esse período, o recebedor não consegue sacar o recurso. Como a fonte enfatiza, "agilidade é fator determinante para o sucesso": o dinheiro parado na conta do golpista é o que pode ser devolvido, e ele costuma desaparecer em minutos.

O caminho prático tem quatro passos: contestar imediatamente a transação pelo app do banco e guardar o número do protocolo; pedir o acionamento do MED; registrar boletim de ocorrência (online em vários estados); e, se necessário, abrir reclamação no Banco Central pelo 145 ou pelo portal oficial. É importante conhecer os limites: o MED depende da análise do caso e de haver saldo na conta do recebedor, e não se aplica a desacordos comerciais, a fraude cometida com conta de terceiro de boa-fé nem a Pix feito por engano para a chave errada.

O valor deste material é transformar pânico em protocolo. A diferença entre recuperar e perder o dinheiro quase sempre está nos primeiros minutos — e saber de antemão que existe o MED, e como acioná-lo, é o que permite reagir no tempo certo.

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