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TLP:CLEAR · publicação aberta · fraude digital

A anatomia do golpe, exposta com método.

Fraude Digital reúne análises, alertas e pesquisa sobre o ecossistema da fraude online: phishing e engenharia social, golpes de PIX e cartão, roubo de identidade, malware financeiro e as técnicas de detecção que os combatem. Em português, verificado contra as fontes primárias.

trilhas de conteúdo

O que cobrimos

As frentes que definem a fraude digital moderna — do vetor que engana a vítima à análise que desmonta o esquema.

Phishing & engenharia social

Iscas por e-mail, SMS e mensageiros, kits de phishing, sequestro de sessão e a psicologia que faz a vítima clicar.

Fraude financeira & pagamentos

Golpes de PIX, cartão não presente, chargeback, boleto adulterado e fraude em transferências instantâneas.

Roubo de identidade & vazamentos

Contas abertas com dados de terceiros, credential stuffing, vazamentos e o mercado de dados roubados.

Golpes ao consumidor

Falso emprego, romance scam, falsa central, sorteio e as fraudes correntes no WhatsApp e redes sociais.

Malware financeiro

Trojans bancários, RATs de acesso remoto, overlays em apps de banco e fraude via dispositivo infectado.

Detecção & antifraude

Modelos de risco, análise comportamental, device fingerprinting e regras que separam cliente de fraudador.

Deepfakes & IA na fraude

Clonagem de voz e vídeo, contas sintéticas e o uso de IA generativa para escalar golpes e burlar KYC.

KYC, AML & regulação

Verificação de identidade, prevenção à lavagem, mulas financeiras e o marco regulatório que molda a defesa.

boletim

Últimas publicações

risco altodestaqueFD-2026-246 · 2026-09-09
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Homem é condenado a 15 anos de prisão por sextorsão com pornografia gerada por IA

Um homem de Ohio foi condenado a 15 anos de prisão por uma série de crimes cibernéticos que incluem perseguição online (cyberstalking) e sextorsão de múltiplas vítimas usando conteúdo pornográfico gerado por inteligência artificial. O caso ilustra como ferramentas de IA generativa vêm sendo incorporadas a esquemas de extorsão, ampliando o alcance e o poder de coerção sobre as vítimas.

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risco altoFD-2026-247 · 2026-09-09
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Trojan bancário Gigabud usa clonador de apps open-source Vwork para fraudar bancos em dez países

O grupo GoldFactory está distribuindo o trojan bancário Android Gigabud em conjunto com o Vwork, uma versão modificada do clonador de aplicativos open-source Shelter, para clonar apps bancários legítimos em um perfil isolado do sistema e executar transações fraudulentas sem levantar suspeita. A campanha já comprometeu mais de 1.400 dispositivos na Indonésia, com perdas próximas de US$ 961 mil entre fevereiro e julho de 2026, e também atinge Brasil, Colômbia, México e outros países.

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risco médioFD-2026-253 · 2026-09-09
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Pesquisa demonstra roubo de senhas por vídeo de óculos inteligentes Meta Ray-Ban a até 1,8 m de distância

Um novo ataque de inferência visual usa a câmera dos óculos inteligentes Meta Ray-Ban para observar a digitação de senhas em teclados de smartphone e reconstruir a senha combinando análise de movimento de dedo com estatística de 2,19 bilhões de senhas vazadas. Em testes com usuários, senhas de até 16 caracteres escolhidas por humanos foram quebradas em horas a dias, e senhas de gerenciador de senhas de até 13 caracteres em menos de uma hora com GPU comum.

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panoramaFD-2026-252 · 2026-09-09
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Estudo com 17 "scambaiters" revela expertise oculta no combate a golpes de suporte técnico falso

Pesquisadores entrevistaram 17 voluntários que praticam "scambaiting" — a prática de se passar por vítima para investigar, expor e desperdiçar o tempo de golpistas de Technical Support Scams (TSS), o golpe da falsa central de suporte técnico. O estudo, aceito na ACM CCS 2026, conclui que essa comunidade acumula conhecimento operacional sobre os golpistas que frequentemente falta à própria pesquisa acadêmica sobre o tema, mas carece de suporte estruturado.

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risco médioFD-2026-251 · 2026-09-09
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Pesquisadores demonstram captura de dados de cartão via NFC em iPhones para cartões PRO100, HUMO e UZCARD

Um estudo acadêmico descreve um método de captura, via Core NFC no iOS, do número da conta primária (PAN) e da validade de cartões de pagamento contactless dos sistemas PRO100, HUMO e UZCARD — usados na Rússia e no Uzbequistão, mercados sem suporte oficial ao Apple Pay. Os autores deixam claro que a técnica apenas lê e extrai dados de registro do cartão, sem emular o cartão, autorizar pagamentos ou provar posse, mas o PAN e a validade capturados são justamente os dados centrais explorados em fraude de cartão not-present.

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risco altoFD-2026-249 · 2026-09-08
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Rede DoppelCart usa mais de 119 mil lojas falsas para roubar dados de cartão de crédito

Uma operação batizada de DoppelCart mantém uma rede de mais de 119 mil domínios que simulam e-commerces legítimos para coletar dados de cartão de pagamento de consumidores no momento do checkout falso. A escala do número de domínios sugere infraestrutura automatizada de criação em massa de lojas fraudulentas, um modelo que dificulta o takedown por operar em volume e rotatividade constante.

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risco altoFD-2026-250 · 2026-09-08
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ShinyHunters afirma ter vazado banco de dados DAVID do DMV da Flórida com dados de mais de 200 mil motoristas

O grupo de extorsão ShinyHunters alega ter comprometido o sistema DAVID, plataforma usada pelo Departamento de Trânsito (DMV) da Flórida, e roubado mais de 200 mil registros de motoristas. Dados de identidade governamental como esses são especialmente valiosos para fraude, pois costumam conter nome completo, endereço, data de nascimento e número de habilitação — insumos-chave para roubo de identidade e abertura de contas fraudulentas.

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BUG
Pesquisadores da ZeroBEC identificaram uma atualização significativa no kit de phishing-as-a-service Greatness, que agora combina ataques adversary-in-the-middle (AiTM) com roubo de token de sessão e phishing de código de dispositivo, mirando contas corporativas do Microsoft 365, Google Workspace, iCloud e Yahoo. A evolução torna o kit capaz de contornar autenticação multifator tradicional, ampliando o risco para organizações que dependem apenas de MFA baseado em senha temporária.
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BUG
Um cluster de ameaças batizado de PREY-0058 está comprometendo executivos de alto escalão em ambientes Microsoft 365 usando apenas engenharia social por telefone, sem qualquer malware. Os atacantes se passam por suporte de TI interno, capturam credenciais e aprovações de MFA em tempo real e sequestram a sessão para drenar dados de SharePoint, OneDrive, Exchange e Box antes de exigir resgate.
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BUG
Um banco de dados com 32,8 milhões de registros de usuários ligados a publicações da Condé Nast, incluindo e-mail, nome, endereço e data de nascimento, está à venda por US$ 15 mil em um fórum russo de cibercrime. A combinação de dados reais de identidade e endereço abre caminho para golpes de personificação da própria marca contra assinantes.
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BUG
Pesquisadores da CloudSEK acessaram o painel de controle do BigBear 2.0, um phishing-as-a-service construído sobre o Evilginx2 que rouba credenciais, códigos de MFA e cookies de sessão do Microsoft 365 em tempo real. O serviço já exfiltrou mais de 5 mil credenciais e derrubou a autenticação multifator completa de 258 organizações em mais de 40 países.
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BUG
A fabricante de carteiras de hardware Trezor ampliou para 81 mil o número de clientes afetados por um vazamento originado na sua parceira de logística ShipMonk, explorada via SQL injection zero-day no Metabase. Os dados expostos são nome, endereço, e-mail, telefone e número do pedido — informação suficiente para golpistas montarem contatos falsos convincentes atrás da seed phrase da carteira.
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A Check Point Research detalhou o funcionamento do JSCeal, um ladrão de criptoativos ativo desde 2025 que compila seu código em bytecode V8 para dificultar a engenharia reversa. Além de roubar senhas, cookies e sessões do Telegram, o malware ataca diretamente exchanges como Binance e Bybit e chega a substituir scripts legítimos do Ledger para desviar transações.
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BUG
Pesquisadores identificaram campanhas de phishing que usam caracteres Unicode invisíveis do bloco Tags para fragmentar palavras-chave sensíveis, como “funding” e “credit”, e assim escapar de filtros de e-mail baseados em listas de termos. A Microsoft chegou a registrar picos de 2,37 milhões de mensagens diárias em uma dessas campanhas, embora tenha barrado mais de 99% delas usando outros sinais de detecção.
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BUG
Analistas identificaram uma campanha de phishing em larga escala que abusa de seis serviços legítimos do Google (Meet, Search, DoubleClick, Custom Search, Image Search e Tag Manager) como redirecionadores abertos antes de levar a vítima ao site fraudulento. O golpe segue duas trilhas: roubo de credenciais forçando duas submissões de senha, ou instalação de um acesso remoto (ScreenConnect) disfarçado de verificação de identidade. Dados roubados são exfiltrados via bot do Telegram após validação por consulta de registros MX, o que ajuda os atacantes a filtrar pesquisadores de segurança e ambientes de sandbox.
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BUG
A IDScan, empresa que fornece sistemas de verificação de identidade usados por locadoras de veículos, varejistas, bancos e hotéis, sofreu uma invasão cujos dados foram colocados à venda em um serviço clandestino chamado Nexus. O pacote inclui mais de 153 milhões de scans de carteiras de motorista dos EUA e Canadá, 10 milhões de documentos de identidade, 3 milhões de documentos de viagem e 579 mil cartões médicos. A empresa já responde a múltiplas ações judiciais e o FBI abriu investigação sobre o caso.
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BUG
Um serviço de roubo de identidade chamado Nexus apareceu na dark web em 1º de setembro oferecendo busca em mais de 153 milhões de carteiras de habilitação dos EUA e Canadá, além de carteiras de identidade, documentos de viagem e carteiras de saúde. Investigadores rastrearam a origem até a IDScan.net, empresa de verificação de identidade usada por Hertz, Target, FedEx e outras grandes marcas, e o FBI abriu investigação após constatar que documentos de agentes federais também vazaram.
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NOTÍCIA
Infostealers como RedLine, Lumma e Vidar coletam de máquinas infectadas muito mais do que senhas salvas: cookies de sessão, dados de preenchimento automático, carteiras de cripto e chaves SSH, tudo revendido em pacotes chamados de logs. O artigo (baseado em orientação da empresa Flare) explica que um cookie de sessão roubado pode permitir que o atacante reproduza o login já autenticado, pulando completamente a etapa de MFA, e propõe um fluxo de priorização e resposta para equipes de segurança.
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Um vendedor em fórum russo de compra e venda de dados listou o que chama de base da Ticketmaster com mais de 412 mil registros de compradores latino-americanos, 61% deles brasileiros, incluindo nome, CPF, e-mail, telefone e detalhes de pagamento. O anúncio é explícito quanto ao uso: o próprio vendedor afirma que os CPFs servem para fraude bancária, aplicativos de empréstimo e registro fraudulento de chip (SIM swap).
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NOTÍCIA
A Kaspersky publicou um guia sobre os sinais que denunciam lojas e sites fraudulentos mesmo quando o navegador não exibe nenhum alerta de segurança, já que o cadeado HTTPS só garante criptografia da conexão, não a idoneidade de quem está do outro lado. O texto lista táticas de pressão psicológica (contadores regressivos, estoque "quase esgotado"), sinais visuais de amadorismo e categorias comuns de golpe, da loja que nunca entrega ao golpe de investimento em cripto.
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NOTÍCIA
Pesquisadores desenvolveram um sistema que combina um detector YOLOv8 ajustado com um modelo de visão e linguagem (VLM) para resolver CAPTCHAs visuais a partir apenas de capturas de tela, sem automação de navegador, atingindo 85,4% de acurácia em 16 classes de desafios. O diferencial é que cada resposta do VLM vira automaticamente um rótulo de treino, permitindo que o detector absorva novas categorias de CAPTCHA após um ou dois encontros e se recupere sozinho quando os operadores tentam neutralizá-lo com perturbações adversariais. Isso derruba a premissa comum de defesa antifraude de que 'um bot que falha continua falhando'.
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BUG
O ator conhecido como ChenLun opera desde o Telegram o 'Outsider Phishing Kit', um phishing-as-a-service com mais de 267 templates prontos mirando bancos, PayPal, operadoras de telefonia, governos e e-commerces em 54 países. Mesmo após uma ação da Google e a 'Operation Ghost Hook' em junho de 2026, a operação registrou mais de 700 novos domínios em um único mês, sustentada por um modelo descentralizado de afiliados. O kit rouba cartões, credenciais e contorna MFA em tempo real via WebSocket, com distribuição majoritariamente por SMS (smishing).
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BUG
Pesquisadores da Group-IB identificaram o Balonx, uma plataforma de phishing-as-a-service cujo módulo 'CallFlow' elimina a necessidade de um operador humano em golpes de vishing (phishing por voz). O sistema combina GPT-4o-mini para gerar respostas, ElevenLabs e OpenAI Voice para sintetizar uma voz realista de suposto atendente bancário, e Whisper para transcrever em tempo real as respostas da vítima, tornando a ligação praticamente indistinguível de um call center real. Um painel permite a um único operador monitorar e, se necessário, assumir centenas de ligações fraudulentas simultâneas.
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Um problema no processo de verificação de e-mail da Lenovo permitia que qualquer pessoa registrasse um Lenovo ID usando o endereço de e-mail de outra pessoa sem confirmação adicional. Como o Dropbox aceitava login via Lenovo ID confiando na alegação da Lenovo sobre a posse do e-mail, atacantes conseguiram sequestrar cerca de 5 mil contas Dropbox entre 4 e 21 de agosto de 2026, sem precisar da senha original, chegando a visualizar e baixar arquivos das vítimas.
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BUG
Pesquisadores da Zimperium identificaram uma campanha ampla que se passa por recrutadores de RH de marcas como Amazon, Apple, FIFA, Boeing e Deloitte, conduzindo entrevistas falsas altamente realistas com candidatos a emprego. O golpe usa a técnica Browser-in-the-Browser (BitB), que simula uma janela de navegador de login (ex.: OAuth) dentro da própria página, e é ainda mais perigoso em dispositivos móveis, onde não há barra de endereço visível para o usuário conferir a autenticidade. O kit filtra e-mails pessoais, mirando exclusivamente contas corporativas, e ao capturar o login obtém tokens OAuth e comunicações internas para movimentação lateral na empresa da vítima.
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Por que a Fraude Digital existe

A fraude digital move bilhões e atinge desde o consumidor no WhatsApp até o time de risco de um banco — mas o material técnico de qualidade está disperso, em inglês e desatualizado.

Fraude Digital nasce para fechar essa lacuna no Brasil: conteúdo em português, verificado contra as fontes primárias, que explica como o golpe funciona por dentro e como a defesa o detecta.

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  • sem alarmismoExplicamos o risco real e o vetor técnico, sem pânico e sem vender solução milagrosa.
  • defesa acionávelToda análise termina no que dá para fazer: como reconhecer, prevenir e responder ao golpe.