ClickFix vira o principal método de entrega de malware
A KnowBe4 relatou que o ClickFix — a técnica que faz a própria vítima copiar e executar um comando malicioso a partir de um falso erro ou CAPTCHA — se tornou o vetor de entrega de malware mais usado, contornando controles de endpoint.
A engenharia social encontrou um novo formato campeão. Segundo a KnowBe4, em julho de 2026 o chamado ClickFix se consolidou como o principal método de entrega de malware, superando anexos e links tradicionais. A sofisticação está em não haver, tecnicamente, uma "infecção" clássica: é a vítima quem executa o código.
O golpe apresenta uma tela plausível — uma falsa mensagem de erro, uma verificação "que falhou" ou um CAPTCHA — e instrui o usuário a "corrigir" o problema copiando um trecho e colando no terminal, no diálogo Executar do Windows ou no PowerShell. Como a ação parte do próprio usuário, dentro de uma ferramenta legítima do sistema, filtros de web e controles de endpoint frequentemente não veem nada suspeito: não houve download de executável, apenas um comando digitado. É engenharia social pura, vestida de suporte técnico.
A relevância do ClickFix está em explorar a lacuna entre a tecnologia e o comportamento humano. Nenhum antivírus bloqueia com facilidade um comando que o usuário legítimo decidiu rodar; a barreira precisa estar antes, na desconfiança da pessoa.
A defesa combina conscientização e configuração: ensinar que nenhum site legítimo pede para colar comandos no PowerShell ou na caixa Executar; tratar qualquer instrução do tipo "copie e cole isto para continuar" como golpe; e, no ambiente corporativo, restringir a execução de scripts e monitorar usos anômalos de PowerShell e mshta a partir de sessões de navegação.