Os 10 golpes de criptomoeda mais comuns, segundo a Group-IB
Levantamento da Group-IB cataloga as dez modalidades mais recorrentes de fraude envolvendo criptoativos, do clássico "pig butchering" a esquemas de airdrop falso e malware "wallet drainer". O relatório mostra como golpes que combinam engenharia social com deepfakes gerados por IA já rendem em média US$ 3,2 milhões por operação e propõe controles comportamentais para instituições financeiras.
A Group-IB reuniu em um único relatório as dez fraudes com criptomoedas mais recorrentes observadas em investigações recentes, do investimento Ponzi disfarçado de plataforma de trading ao "rug pull", em que desenvolvedores drenam a liquidez de um token após inflar seu hype nas redes sociais. O documento serve como um mapa de referência tanto para consumidores quanto para times de prevenção a fraude em exchanges e bancos que oferecem rampas fiat-cripto.
Por dentro, a maioria dos golpes segue um roteiro comum: construir confiança (romance ou perfil de investidor bem-sucedido), induzir a vítima a mover fundos para uma plataforma controlada pelo criminoso e sumir no momento do saque. O "pig butchering" é o exemplo mais elaborado — meses de relacionamento fabricado culminam em depósitos crescentes num site de "investimento" clonado; já o phishing de exchanges usa réplicas pixel-perfect de plataformas legítimas para capturar credenciais e sementes de carteira. Malwares "wallet drainer" automatizam a etapa final, induzindo a vítima a assinar uma transação maliciosa que esvazia a carteira em segundos.
O relatório chama atenção para a profissionalização do setor: golpes que usam serviços de IA para gerar deepfakes de personalidades (falsas recomendações de investimento, por exemplo) já rendem em média US$ 3,2 milhões por operação, valor que reflete escala e automação, não mais fraudadores isolados. Caixas eletrônicos de criptomoeda também entraram na lista, com golpistas se passando por autoridades fiscais ou policiais para forçar vítimas a depositar dinheiro físico em kiosks controlados pelos criminosos.
Na ponta da prevenção, a Group-IB recomenda que instituições monitorem padrões comportamentais atípicos — compra repentina de cripto, trocas de senha frequentes, operações em horários incomuns — e implementem períodos de espera antes de liberar grandes saques, além de checar endereços de destino contra bases de golpes conhecidos. Para o usuário final, o alerta prático é simples: desconfiar de qualquer retorno garantido, de pedidos de "taxa" para liberar saques e de qualquer contato que primeiro constrói um vínculo emocional antes de falar em dinheiro.