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risco altoNOTÍCIA2026-08-03 · 2 min de leitura
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Phishing que engana a simulação de transações em carteiras cripto como a MetaMask

Resumo executivo

Pesquisadores identificaram e nomearam o 'transaction simulation phishing', técnica que usa contratos inteligentes programados para exibir um resultado benigno na simulação da wallet, mas desviar os fundos na execução real na blockchain. Entre agosto de 2024 e junho de 2025 foram encontrados mais de 4.000 contratos maliciosos, responsáveis por 5.700 vítimas e cerca de US$ 3,48 milhões em prejuízo, majoritariamente na Ethereum.

Um estudo acadêmico publicado no arXiv apresenta o primeiro levantamento abrangente sobre "transaction simulation phishing", um ataque que contorna exatamente a defesa que carteiras Web3 como a MetaMask adotaram contra golpes de esvaziamento de carteira: a pré-visualização do saldo antes de assinar a transação.

O contrato malicioso é escrito para se comportar de forma diferente dependendo do estado da blockchain no momento em que é avaliado. Durante a simulação, que roda sobre um estado anterior ou controlado, o contrato aparenta ser uma transação neutra ou até lucrativa; mas quando é de fato minerado on-chain, a lógica condicional embutida redireciona os tokens ou o ETH da vítima para o endereço do atacante. É uma exploração direta da lacuna entre o que a interface do wallet mostra e o que realmente é executado na rede.

Para medir o problema, os autores desenvolveram o SIMGUARD, um sistema de detecção que combina análise estática e dinâmica de bytecode, e o aplicaram a Ethereum, BNB Chain, Avalanche e Polygon. O resultado foi a identificação de mais de 4 mil contratos de phishing ativos no período analisado, com um único cluster respondendo por cerca de 83% dos US$ 3,48 milhões desviados de 5.700 vítimas — a maior parte na Ethereum.

A lição prática para quem usa carteiras Web3 é que a simulação exibida antes de assinar não é garantia de execução idêntica on-chain: vale desconfiar de contratos recém-implantados, evitar interagir com sites/airdrops não verificados, revisar aprovações de contrato concedidas anteriormente e, quando possível, usar ferramentas independentes de auditoria de contrato antes de confirmar qualquer transação que envolva valores relevantes.

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