Oito golpes online que se repetem em toda alta temporada de compras, segundo levantamento da Group-IB
A Group-IB catalogou oito padrões recorrentes de golpe ao consumidor em datas comemorativas: smishing com marcas falsas, lojas clonadas, fraude com cartão-presente, perfis falsos de celebridades vendendo produtos, pacotes de viagem fraudulentos, pesquisas falsas com prêmio, anúncios classificados isca e empréstimos rápidos fraudulentos. Embora o levantamento seja de 2022, os padrões descritos continuam sendo a base da maioria dos golpes sazonais atuais, incluindo os que circulam em datas comemorativas brasileiras como Black Friday e Natal. A recomendação central para marcas é registro defensivo de domínios similares e uso de soluções de Proteção de Risco Digital (DRP) combinadas com monitoramento de redes sociais.
O levantamento organiza, em oito categorias, os golpes mais comuns observados contra consumidores durante períodos de pico de compras, com base em investigações da própria Group-IB sobre phishing e fraude de marca.
Os padrões vão de golpes de baixo esforço técnico e alto volume — SMS ou posts em redes sociais fingindo ser uma marca conhecida, levando a um link de phishing — a esquemas mais elaborados: sites clonados com domínio parecido ao da loja original para capturar dados de cartão; ofertas abaixo do mercado que exigem pagamento por cartão-presente, mecanismo escolhido justamente por ser difícil de rastrear ou reembolsar; perfis falsos de celebridades ou marcas vendendo produtos que nunca serão entregues; pacotes de viagem fraudulentos com "melhor preço"; pesquisas e pop-ups prometendo prêmios que na verdade coletam dados ou espalham o golpe via compartilhamento; anúncios classificados que levam a negociação para apps de mensagem fora da plataforma, onde não há proteção ao comprador; e ofertas de empréstimo rápido de fim de ano que coletam dados sensíveis sob pretexto de análise de crédito.
O fio condutor entre os oito é sempre o mesmo: uso da confiança em uma marca ou período sazonal, com urgência de compra e promoção por tempo limitado, para abreviar o processo normal de verificação que o consumidor faria em outra ocasião.
Para o consumidor, os sinais de alerta se repetem: preço muito abaixo do mercado, pressão de urgência, pedido de pagamento por método sem proteção ao comprador (cartão-presente, transferência direta para pessoa física, apps de "pagamento entre amigos") e qualquer tentativa de tirar a conversa da plataforma oficial. Para marcas e varejistas, a defesa recomendada é proativa: registrar variações do próprio domínio antes que golpistas o façam, monitorar continuamente redes sociais em busca de perfis clonados, manter canal fácil para consumidores reportarem contas suspeitas, e usar soluções de Digital Risk Protection com IA para identificar phishing de marca antes que ele escale.