Antes do lançamento, GTA 6 já virou isca para golpes de vazamento falso, pré-venda fraudulenta e token cripto
Com GTA 6 previsto para novembro de 2026, a Kaspersky mapeou uma onda de golpes que exploram a ansiedade dos fãs: sites como o CyberLeek cobram em criptomoeda por um "jogo completo" inexistente, páginas falsas de pré-venda simulam a loja da PlayStation pedindo CPF e pagamento via Pix, e um token cripto não oficial promete acesso gratuito ao jogo em um possível esquema de pump-and-dump. Todos os golpes seguem o mesmo roteiro: domínio falso, urgência e pagamento irreversível antes da entrega de qualquer coisa.
A proximidade do lançamento de GTA 6, marcado para novembro de 2026, reativou um padrão clássico de golpe ao consumidor: explorar a ansiedade e a expectativa de fãs de um produto extremamente aguardado para extrair dinheiro ou dados pessoais antes que o jogo exista de fato nas lojas oficiais. A Kaspersky mapeou pelo menos quatro variantes ativas da fraude, todas usando o hype em torno do jogo como isca.
A primeira variante, hospedada no site CyberLeek, vende acesso a uma suposta cópia vazada do jogo completo por US$ 1.000, uma "demo" de 24 horas por US$ 100, ou um modelo de financiamento coletivo para "liberar" o acesso — tudo pago exclusivamente em criptomoeda e sem qualquer possibilidade de reembolso, o desenho clássico de golpe que usa cripto justamente pela irreversibilidade da transação. A segunda variante mira códigos de pré-venda: páginas falsas prometem códigos gratuitos para PlayStation ou Xbox, pedem o e-mail da vítima, mostram alguns caracteres do suposto código como isca de credibilidade e então exigem a instalação de um aplicativo desconhecido como "verificação humana" — na prática, vetor de instalação de malware. A variante brasileira identificada imita visualmente a PlayStation Store e vai além, solicitando CPF e pagamento via Pix, o que combina roubo de dados pessoais com fraude financeira direta.
Uma terceira frente usa sites que replicam a identidade visual oficial de GTA e anunciam o jogo como "já disponível" para download em PC, PS5 ou Xbox — meses antes da data real de lançamento —, levando a instaladores que na verdade entregam malware. A quarta variante é um token de criptomoeda não oficial ($GTAVI) que promete acesso gratuito ao jogo para quem comprar o token, um esquema com características de pump-and-dump: o valor é inflado pela expectativa de utilidade futura inexistente e depois descartado pelos criadores.
O denominador técnico comum entre as quatro fraudes é simples: domínio que imita a marca oficial, uso de urgência/exclusividade para reduzir o tempo de reflexão da vítima, e cobrança por um meio de pagamento difícil de reverter (cripto ou Pix) antes da entrega de qualquer produto real. Para reconhecer e evitar, o conselho prático é instalar jogos apenas por lojas e launchers oficiais (Steam, PlayStation Store, Xbox, Rockstar Games), sempre conferir o domínio completo na barra de endereço antes de inserir qualquer dado, desconfiar de qualquer oferta que peça pagamento em criptomoeda sem possibilidade de estorno, nunca informar CPF ou dados de cartão em páginas alcançadas por anúncio ou link de redes sociais, e jamais desativar antivírus ou recursos de segurança a pedido de um site — pedido típico para viabilizar a instalação de malware disfarçado de instalador do jogo.