Como saber se um anúncio nas redes sociais é um golpe antes de clicar
A WeLiveSecurity (ESET) publicou um guia educativo sobre anúncios fraudulentos em redes sociais, que imitam marcas conhecidas, criam urgência artificial e usam deepfakes de celebridades para aplicar golpes de investimento, falsos alertas de segurança e lojas virtuais falsas. O texto reúne sinais de alerta e orientações práticas para identificar um anúncio malicioso antes de clicar nele.
A ESET reuniu em um único guia os tipos mais comuns de anúncios fraudulentos vistos atualmente em redes sociais, reforçando que confiar na plataforma (Instagram, Facebook, TikTok) não garante que o anúncio exibido seja legítimo: os sistemas de moderação automatizada das grandes redes frequentemente falham em filtrar campanhas maliciosas antes que elas atinjam milhares de usuários.
Por dentro, o golpe funciona em camadas combinadas. Anúncios clonam a identidade visual de marcas conhecidas e levam a páginas de phishing quase idênticas às oficiais; usam contagens regressivas e frases como "últimas unidades" para induzir decisões impulsivas; prometem retorno garantido e sem risco em "oportunidades de investimento" (cripto, ações) que na prática são esquemas de pirâmide ou roubo direto de fundos; simulam pop-ups de antivírus alertando "dispositivo infectado" para induzir a instalação de malware ou ligação para uma central de suporte falsa; e sorteios fraudulentos pedem dados pessoais e de cartão como suposta "taxa de envio".
Outra camada mencionada é o uso de deepfakes de celebridades ou autoridades endossando um produto ou investimento, além de lojas de e-commerce falsas que copiam o catálogo de varejistas legítimos só para capturar dados de pagamento no momento do checkout.
Os sinais de alerta mais citados são: pedido de dados sensíveis incomuns para o contexto do anúncio, números de telefone que levam a call centers genéricos, pressão para baixar um app ou software fora das lojas oficiais, e textos sensacionalistas ou com erros. Na prática, a prevenção passa por verificar o anunciante pelo perfil oficial da marca (não pelo link do próprio anúncio), buscar o domínio de destino separadamente antes de inserir qualquer dado, e nunca preencher informações de cartão em páginas abertas a partir de um anúncio sem confirmar o certificado e o domínio oficial.
Se os dados já tiverem sido fornecidos, a orientação é contatar o banco imediatamente para bloquear cartão ou conta, trocar senhas, ativar autenticação em dois fatores, rodar uma verificação antivírus e denunciar o anúncio à plataforma e às autoridades — a contestação rápida é o que normalmente garante o estorno do valor.