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risco altoBUG2025-05-15 · 2 min de leitura
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Golpe do 'seguro veicular' na Colômbia usa anúncios no Facebook e dados públicos reais para roubar dinheiro e dados bancários

Resumo executivo

A Group-IB identificou mais de 100 sites fraudulentos ativos desde 2024 na Colômbia que se passam por seguradoras legítimas do SOAT (seguro obrigatório de trânsito), atraindo vítimas com anúncios de desconto no Facebook e conduzindo a negociação por WhatsApp. Para parecer legítimo, o golpe consulta dados públicos reais do veículo a partir da placa informada antes de coletar dados pessoais e bancários da vítima e desviar o pagamento para contas criminosas.

O funil do golpe é desenhado para reduzir o atrito de cada etapa até o momento da fraude: começa com um anúncio no Facebook oferecendo até 20% de desconto no SOAT, seguro obrigatório e de alta rotatividade na Colômbia, o que naturalmente atrai quem está buscando economizar em uma despesa legal recorrente. Em vez de fechar a venda no próprio site do anúncio, a vítima é redirecionada ao WhatsApp — um movimento estratégico, já que tira a interação do escrutínio automatizado de plataformas de anúncio e abre espaço para pressão social direta de um "atendente".

O golpe se destaca por um detalhe técnico incomum: ao pedir a placa do veículo, o site fraudulento consulta bases de dados públicas oficiais do governo colombiano e exibe de volta informações reais do carro da vítima (modelo, ano, proprietário). Esse uso de dado público legítimo para validar uma interação fraudulenta é uma tática de engenharia social poderosa, pois a vítima vê informações corretas e conclui, erroneamente, que só uma seguradora real teria acesso a elas.

Com a confiança estabelecida, o site coleta nome completo, número de identificação, endereço, e-mail e dados bancários, e finaliza redirecionando o pagamento para um gateway falso ou QR code que transfere os fundos diretamente para contas controladas pelos criminosos — muito provavelmente contas de laranjas usadas para dificultar o rastreamento.

Para o consumidor, a defesa prática é contratar SOAT apenas pelo aplicativo ou site oficial da seguradora, ou por agregadores comprovadamente verificados, e desconfiar de qualquer redirecionamento de um anúncio para conversa individual no WhatsApp. Empresas seguradoras devem monitorar o Facebook Ads Library e registrar domínios semelhantes ao próprio (typosquatting) para pedir remoção rápida, e o setor como um todo se beneficia de compartilhar indicadores desses mais de 100 domínios já mapeados para bloqueio coletivo antes que novas vítimas cheguem a eles.

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