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risco médioBUG2026-07-28 · 2 min de leitura
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"Phantom squatting": golpistas registram domínios que a IA alucina antes de qualquer usuário chegar lá

Resumo executivo

Pesquisadores identificaram uma técnica de phishing batizada de phantom squatting, em que criminosos registram domínios que modelos de linguagem costumam "inventar" como respostas a perguntas de suporte ou login. Ao analisar 913 marcas globais e mais de 685 mil consultas, o estudo encontrou 13.229 URLs maliciosas já ativas explorando esse comportamento e cerca de 250 mil domínios alucinados ainda livres para registro. Um kit de phishing chamado "Montana Empire" já incorpora a técnica em campanhas reais.

O fenômeno parte de uma falha conhecida dos grandes modelos de linguagem: quando perguntados sobre o site oficial de suporte, login ou atendimento de uma marca, é comum que "alucinem" um domínio plausível, mas inexistente — por exemplo, sugerir suporte.marca-exemplo.com quando o endereço real é diferente. Criminosos monitoram esse padrão de alucinação em escala, descobrem quais URLs falsas os modelos mais populares tendem a gerar para milhares de marcas e correm para registrar esses domínios antes que qualquer outra pessoa o faça.

A partir daí, basta hospedar uma página de phishing idêntica ao site legítimo no domínio alucinado. Qualquer usuário — ou, cada vez mais, qualquer agente de IA autônomo executando tarefas em nome de um usuário — que faça a mesma pergunta ao modelo recebe a recomendação, com alta confiança aparente, de navegar diretamente para a infraestrutura controlada pelo atacante. O golpe se apoia na autoridade que o usuário atribui à resposta da IA, dispensando o clique em um link suspeito de e-mail: a própria ferramenta de confiança do usuário indica o caminho.

O estudo citado no material mapeou 913 marcas, gerou cerca de 2,1 milhões de variações de URL e confirmou 13.229 endereços maliciosos já em operação explorando esse vetor, além de identificar por volta de 250 mil domínios que os modelos alucinam mas que ainda não foram registrados por ninguém — um estoque gigantesco de infraestrutura de phishing pronta para uso futuro. O kit "Montana Empire" já automatiza esse ciclo de descoberta e registro, indicando que a técnica saiu do campo teórico para campanhas ativas.

A defesa prática passa por dois eixos: para usuários e agentes de IA, nunca tratar uma URL sugerida por um chatbot como automaticamente confiável — vale o mesmo ceticismo aplicado a links recebidos por e-mail ou SMS, com verificação manual do domínio oficial antes de inserir credenciais. Para marcas, o recomendável é monitorar proativamente variações plausíveis do próprio nome de domínio e registrar defensivamente os padrões mais prováveis de alucinação, tratando isso como extensão do trabalho de anti-typosquatting já consolidado em times de marca e segurança.

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