Phishing coordenado contra serviços postais atinge quatro países dos Balcãs
Pesquisadores identificaram uma campanha coordenada de phishing que se passa por serviços postais em Croácia, Romênia, Sérvia e Eslovênia, usando páginas clonadas quase idênticas às oficiais para roubar dados pessoais e cobrar 'taxas de entrega' fraudulentas. A infraestrutura por trás do golpe parece atender vários países ao mesmo tempo, sugerindo um operador único ou um kit de phishing compartilhado entre grupos regionais.
O golpe se apresenta como um e-mail ou SMS informando que uma encomenda não pôde ser entregue por "endereço incompleto", criando um prazo curto e artificial (12 horas) para forçar a vítima a agir sem checar os detalhes. Ao clicar, ela cai em um site clonado que reproduz visualmente o serviço postal legítimo do seu país — Croácia, Romênia, Sérvia ou Eslovênia foram os alvos identificados.
O site falso primeiro coleta dados pessoais (nome, endereço residencial ou comercial, telefone) sob o pretexto de confirmar a entrega, e só depois pede um pagamento pequeno, geralmente descrito como taxa de redespacho ou alfandegária, para "liberar" o pacote. Essa sequência é deliberada: ao entregar dados pessoais primeiro, a vítima já baixou a guarda quando chega o pedido de pagamento, e o valor baixo cobrado reduz a chance de ela desconfiar ou cancelar a transação a tempo. Os pesquisadores notaram que a infraestrutura de e-mail usada nas campanhas permanecia ativa durante toda a investigação, indicando operação contínua e não um ataque pontual.
O fato de a mesma tática atingir simultaneamente sistemas postais de quatro países distintos aponta para um esforço coordenado — provavelmente um kit de phishing reutilizável e adaptável a diferentes marcas postais, mais do que ataques improvisados isolados.
Como reconhecer e prevenir: desconfiar de qualquer aviso de entrega com prazo curtíssimo e link direto em vez de indicar o acesso ao site oficial digitando o endereço manualmente; conferir se a URL corresponde exatamente ao domínio oficial do serviço postal do país; e lembrar que serviços postais legítimos raramente cobram taxas extras por link de e-mail sem gerar antes uma notificação no aplicativo oficial ou nos correios físicos. Uma vez feito o pagamento, a recuperação é praticamente impossível porque a vítima autoriza a transferência voluntariamente, o que tira essas fraudes do escopo de proteção de chargeback bancário tradicional.