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risco médioBUG2024-10-22 · 2 min de leitura
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Golpe da lenha falsa no Facebook explora o inverno francês para roubar consumidores

Resumo executivo

A Group-IB documentou um esquema recorrente de venda de lenha e pellets falsos que usa anúncios no Facebook para atrair consumidores franceses durante o inverno, com golpistas operando a partir da Costa do Marfim, Camarões e Benin. O golpe combina documentação comercial falsificada com engenharia social paciente para convencer vítimas a fazer transferências bancárias diretas via IBAN, das quais não há volta.

O esquema usa anúncios de lenha e pellets no Facebook para atrair consumidores que buscam alternativas mais baratas de aquecimento — um alvo particularmente vulnerável durante o inverno europeu, quando preços de energia sobem. Ao comentar interesse no anúncio, o consumidor revela sua localização, e o golpista migra a conversa para um chat privado, se apresentando como vendedor legítimo.

O golpista sustenta a fachada com certificados de qualidade falsificados, notas fiscais com números SIRET (o registro comercial oficial francês) roubados de empresas reais, e fotos de estoque de produto. A abordagem é deliberadamente lenta: em vez de pedir pagamento de imediato, o golpista constrói confiança pedindo dados pessoais de forma progressiva — nome, e-mail, telefone, endereço — antes de emitir uma fatura formal com um IBAN internacional para pagamento.

O ponto crítico é que a vítima inicia voluntariamente a transferência bancária, convencida pela aparência de legitimidade comercial. Isso torna o dinheiro praticamente irrecuperável, já que transferências bancárias autorizadas pelo próprio titular não contam com as mesmas proteções de contestação que existem em fraudes de cartão, e o golpista desaparece assim que o pagamento cai.

Como reconhecer e prevenir: desconfiar de vendedores que só existem dentro do Facebook, sem site próprio verificável ou presença física checável; validar o número SIRET diretamente no cadastro público de empresas francesas, e não pela nota fiscal apresentada; e evitar pagar por transferência bancária direta para pessoa cujo nome não bate exatamente com o da empresa anunciada, preferindo métodos de pagamento com alguma proteção ao comprador quando a compra é feita fora de um e-commerce estabelecido.

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