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risco altoBUG2024-04-18 · 2 min de leitura
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LabHost: por dentro do ecossistema de phishing-as-a-service desmantelado por operação internacional

Resumo executivo

O LabHost era uma plataforma canadense de 'phishing-as-a-service' que vendia, por assinatura de US$ 250-300/mês, kits prontos para atacar clientes de bancos como Royal Bank, BMO, CIBC e o sistema de transferências Interac. Com módulos para disparo de SMS em massa e captura de códigos 2FA em tempo real, a operação foi derrubada por ação policial internacional com apoio de inteligência da Group-IB.

Autoridades de múltiplos países, com suporte de inteligência de ameaças da Group-IB, desmantelaram o LabHost, um dos maiores provedores de phishing-as-a-service voltado a instituições financeiras canadenses, ativo desde pelo menos agosto de 2021.

O serviço era vendido como um verdadeiro SaaS criminoso: por uma assinatura mensal de US$ 250 a 300, qualquer criminoso recebia acesso a um portal que gerava sites de phishing prontos imitando bancos como Royal Bank, BMO e CIBC, além do sistema de transferências Interac. O módulo LabSend disparava campanhas de smishing (SMS/MMS) em massa com os links maliciosos, e o LabRat dava ao operador um painel em tempo real para interceptar login, senha e código de segundo fator da vítima assim que ela os digitava no site falso, repassando-os antes que a sessão expirasse. Havia ainda o LabCVV, uma loja paralela para revender dados de cartão coletados nessas campanhas.

A investigação da Group-IB mapeou a infraestrutura criminosa e identificou operadores-chave por apelidos usados em fóruns e canais de venda, alimentando a operação policial internacional que encerrou o serviço.

O caso ilustra por que phishing bancário hoje frequentemente envolve interceptação de segundo fator em tempo real, e não apenas roubo de senha isolado: usuários devem desconfiar de SMS pedindo login urgente em conta bancária e preferir sempre o aplicativo oficial a links recebidos por mensagem, enquanto bancos se beneficiam de adotar autenticação resistente a phishing, como chaves FIDO2/passkeys, já que OTP por SMS pode ser capturado e repassado ao vivo por operações como essa.

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