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risco médioBUG2023-09-07 · 2 min de leitura
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Rede de quase 900 sites falsos aplica golpes de investimento e já soma US$ 280 mil em prejuízos

Resumo executivo

A Group-IB identificou uma campanha com cerca de 900 páginas fraudulentas, todas construídas a partir do mesmo template, que se passam por 35 marcas conhecidas em 13 países para atrair vítimas com promessas de retorno financeiro rápido. O esquema combina anúncios pagos, coleta de dados pessoais e ligações de pressão para levar a vítima a depositar valores iniciais pequenos antes de bloqueá-la.

O relatório da Group-IB descreve uma operação de golpe de investimento estruturada como funil: quase 900 domínios, todos gerados a partir do mesmo template de HTML, CSS e JavaScript, foram registrados desde 2020, com pico de criação em dezembro de 2022. Isso indica um kit reutilizável por múltiplos operadores ou afiliados, não uma campanha artesanal isolada.

A engenharia social começa em anúncios no Facebook que prometem investimentos fáceis e usam a reputação de 35 marcas conhecidas — muitas delas ligadas a instituições financeiras ou órgãos governamentais — em 13 países, com conteúdo traduzido para árabe, inglês e espanhol. Quem clica preenche um formulário com dados pessoais e, pouco depois, recebe um e-mail com credenciais de uma "conta de investimento" e uma ligação telefônica de um suposto consultor, que pressiona a vítima a depositar entre US$ 50 e US$ 250 para "liberar" ganhos.

O desfecho segue o padrão clássico do golpe de investimento: assim que a vítima tenta sacar o "lucro" ou pede reembolso, os operadores cortam contato e bloqueiam os canais de comunicação. Entre março e junho de 2023 o prejuízo estimado chegou a US$ 280 mil, concentrado nos setores de finanças/seguros, transporte e comércio — sinal de que os golpistas escolhem marcas de setores com alta confiança pública para aumentar a taxa de conversão.

Para o usuário, os sinais de alerta são recorrentes: contato iniciado por anúncio em rede social, promessa de retorno rápido e garantido, pressão por depósito imediato e dificuldade de sacar valores. Nunca fornecer dados bancários a quem contatou primeiro, e sempre verificar o registro da instituição no site oficial do regulador antes de investir. Para as marcas impersonadas, a resposta passa por monitoramento contínuo de mídias sociais e anúncios pagos, remoção de domínios clonados e comunicação proativa a clientes sobre campanhas em curso.

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