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risco médioBUG2026-08-07 · 2 min de leitura
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Golpistas usam deepfakes para se passar por criadoras do OnlyFans e desviar pagamentos de fãs

Resumo executivo

Criminosos estão usando fotos roubadas de criadoras reais do OnlyFans, animadas com IA e vozes sintéticas, para construir identidades falsas no TikTok e atrair fãs para conversas privadas no Snapchat. Depois de cobrar pagamentos via Cash App sob promessa de conteúdo exclusivo ou chat ao vivo, os golpistas desaparecem sem entregar nada. O esquema produz duas vítimas: os fãs que perdem dinheiro e as criadoras reais, que têm a imagem usada sem consentimento e enfrentam seguidores enganados.

Pesquisadores documentaram uma operação de impersonação com deepfakes rodando abertamente em plataformas mainstream como o TikTok, mostrando que conteúdo sintético de IA já é convincente o suficiente para sustentar fraudes de médio prazo contra o público em geral, não apenas contra alvos corporativos.

Os operadores roubam fotos e vídeos de criadoras reais, aplicam ferramentas de IA para animá-los e adicionam voz sintética, criando a ilusão de uma pessoa "ao vivo". O funil segue um padrão fixo: descoberta pública no TikTok, deslocamento da conversa para o Snapchat — canal privado, mais difícil de moderar — e, por fim, cobrança via Cash App, escolhido por processar transferências instantâneas entre "amigos" sem as proteções de estorno típicas de cartão de crédito. Após o pagamento, o golpista simplesmente some.

O impacto recai sobre duas vítimas simultaneamente: o fã, que perde o dinheiro pago por um conteúdo que nunca existiu, e a criadora real, que perde receita legítima e ainda precisa lidar com seguidores revoltados que acreditam ter sido enganados por ela mesma.

Vídeos gerados por IA ainda deixam rastros visuais, como distorções nos dentes e sobrancelhas "congeladas" sem microexpressões naturais. Do lado comportamental, qualquer conta que empurre a conversa rapidamente para um app de terceiros e peça pagamento antes de entregar qualquer prova de conteúdo deve ser tratada como fraude. A recomendação prática é sempre confirmar a identidade da criadora pelas contas oficiais verificadas antes de qualquer transação, e evitar métodos de pagamento do tipo "entre amigos" para transações com desconhecidos, já que não oferecem contestação.

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