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risco médioBUG2022-11-09 · 2 min de leitura
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Mão de obra terceirizada: golpistas imitam agência saudita de recrutamento

Resumo executivo

Pesquisadores da Group-IB identificaram mais de mil domínios falsos imitando uma conhecida agência saudita de recrutamento de trabalhadores domésticos, promovidos via anúncios em redes sociais e conversas no WhatsApp. O golpe combina phishing de dados pessoais, cobrança de uma falsa "taxa de processamento" e, na etapa final, captura de credenciais bancárias e código de autenticação de dois fatores das vítimas.

A Group-IB documentou uma campanha de fraude de grande escala que se passa pela marca de uma agência saudita legítima de intermediação de mão de obra doméstica. Os golpistas veiculam anúncios em redes sociais e mecanismos de busca, direcionando vítimas interessadas em contratar trabalhadores para conversas no WhatsApp, de onde recebem links para páginas clonadas com a identidade visual idêntica à da empresa real.

O golpe é construído em camadas para maximizar o dado roubado a cada etapa. Primeiro a vítima fornece informações pessoais (nome, endereço, número de identidade nacional) sob o pretexto de cadastro no serviço. Em seguida é cobrada uma pequena "taxa de processamento" — valor baixo o suficiente para não levantar suspeita, mas que serve de gatilho para a etapa decisiva: a vítima é redirecionada a uma página que imita o portal de um banco regional ou de um serviço governamental saudita, onde insere credenciais bancárias completas e o código de autenticação de dois fatores, capturado em tempo real pelos criminosos.

A escala identificada pela Group-IB é expressiva: mais de mil domínios fraudulentos relacionados à campanha, com picos de mais de 200 domínios novos registrados em um único mês, e dezenas de anúncios distintos rodando em redes sociais. Havia inclusive um mercado paralelo entre os próprios criminosos, com intermediários revendendo lotes de domínios prontos para uso — evidência de uma cadeia de suprimentos criminosa organizada em torno da marca falsificada.

O caso reforça um padrão comum de golpe de "falso serviço/emprego": uma isca de necessidade real (contratar ajuda doméstica), seguida de coleta progressiva de dados pessoais, uma cobrança pequena que parece legítima, e o golpe real escondido na etapa final de "pagamento", quando a vítima já está confiante no processo. Para se proteger, usuários devem sempre acessar serviços de agências de emprego digitando o endereço oficial diretamente no navegador (nunca por link recebido em anúncio ou WhatsApp), desconfiar de qualquer "taxa de processamento" que redirecione para tela de login bancário, e verificar o domínio exato antes de inserir credenciais financeiras.

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